Na madrugada de 26 de julho de 2025 o fogo entrou nesta casa e não deixou nada de pé.
Não foi um quarto nem uma divisão: foi a casa toda — o teto, as paredes, o chão,
as camas, a roupa, a loiça, a comida no frigorífico. Ficaram literalmente
com a roupa do corpo.
Desde então, cinco pessoas — o pai, a mãe e três filhos — vivem na casa da avó.
Mais precisamente, na sala dela. Não é um arranjo temporário de umas semanas:
já vai em 421 dias.
Ninguém está à espera de um milagre. Estão à espera de conseguir juntar, peça a peça,
o dinheiro para tornar a casa habitável outra vez. E começa tudo pelo mesmo sítio:
é preciso um chão.